
Medo. Tenho medo de te perder. De te dizer o que continuo a sentir dentro de mim. Não deveria de ser assim, mas assim é. Tentei voltar à minha escrita, àquela que sempre me apaixonou; às minhas cartas; mas há como um travão que me faz conter. Não gosto de me sentir assim, de ter que agir assim. Afinal, porque o farei? Tu estás longe de mim, procuras-te a ti própria. Eu estou aqui, tentando compreender-te o melhor que posso. Tenho receio de te voltar a dizer que continuo a amar-te. Que isso te faça sentir obrigada a algo para o qual continuas a não estar preparada; e a afastares-te definitivamente de mim. Quando saberei qual a altura que devo de te confrontar? Será que amar tem que ser tão difícil? Já não basta as agruras que nos chegam e que, temos que enfrentar todos os dias? Não será o amor algo de tão belo, que deveria de ser capaz de ultrapassar barreiras? Sinto-me só, despida, como se uma parte de mim tivesse ido contigo. Quero essa parte de volta. Quero-te de volta.
Tenho medo, tenho muito medo, de que não encontres o caminho para regressares aos meus braços. Que te percas dentro de ti, nesse labirinto que somos nos nossos sentimentos; umas vezes confusos, outras vezes tão claros. Ou que te encontres, e eu ficarei tão feliz por isso; mas que já nada sintas por mim... a não ser a amizade que continua a nos unir.
Sabes? Eu só sei que nada sei. Viver nesta incerteza está-me a consumir aos poucos...
Eu sou forte, mas...
Tenho medo, muito medo...
Emocional ou racional?
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